PREMISSA PARA O ESPECTÁCULO
Havia a vontade, há alguns anos, de a ajidanha experimentar as marionetas. Numa formação de marionetas, com Fábio Superbi, no âmbito da programação de um dos nossos festivais, surgem dois bonecos que nos recordam alguém…
Foi este o mote, para, a partir de um bar conhecido da nossa localidade e o seu casal de proprietários nos alavancaram para este “Obrigado Senhor Zé”.
Desde o momento “zero”, Fábio mostra, explica e ensina-nos a construção dos bonecos e começamos a aperceber-nos da “vida” que estas maravilhosas criaturas têm.
A história surge por si só, recordando episódios vividos e explorando a fronteira que ultrapassa o negócio de um bar e passa a alcançar uma área, de âmbito, chamemos-lhe social. Onde não é apenas vendida uma bebida, mas essa bebida necessita (ou não) de dois minutos de conversa, de observação, de atenção… Assim como quem serve essa bebida precisa (ou não) desses dois minutos e também tem a sua vida e projectos.
O PROCESSO
| Para a construção da cenografia deste espectáculo, o desígnio foi basear-nos num bar já existente e a partir daí fazer a sua construção e adaptações necessárias. | |
| Para além da construção da cenografia “Obrigado senhor Zé”, impôs-nos igualmente a construção dos bonecos. | |
| Assim, com a ajuda de Fábio Superbi, construímos cada tipo de boneco, aprendendo técnicas novas.
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| Um processo muito interessante, que permitiu assim, a relação diferente e mais íntima, entre os marionetistas e os bonecos.
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SINOPSE
O espectáculo “Obrigado senhor Zé” decorre num bar, como tantos outros bares que existem, em qualquer lugar… Sendo dado um ênfase especial a quem está detrás do balcão, que muitas vezes não serve apenas uma bebida, mas serve também um consolo, um conselho, uma opinião… passando a exercer funções de psicólogo, filósofo, comentador político ou desportivo, entre tantas outras. Falamos de vidas não olhadas, mas que olham por nós.
Todos os lugares contêm recordações, memórias, mas existem lugares que têm tantas, que uma caixa não é suficiente. Estas lembranças podem parecer simples, insignificantes, lixo até, mas são verdadeiramente memórias.
Contar como este casal, proprietário deste bar, vai enchendo essa caixa, durante a sua vida, é o desígnio que este espectáculo pretende.
Uma ode à amizade, às relações humanas, aos projectos, às perdas, aos ganhos… à vida!
DISPOSITIVO CÉNICO
A cenografia deste espectáculo tem por base, a referência a um bar de Idanha-a-Nova, que permitiu a partir das suas bases gerais, a criação desta cenografia.
A cenografia é constituída por um balcão ao centro, dois bancos altos, uma parede atrás e duas estruturas laterais.
Serão necessárias três pernas, duas laterais e uma central.
FICHA TÉCNICA
Encenação: Fábio Superbi
Dramaturgia, a partir de uma ideia de Rui Pinheiro (com criação colectiva)
Manipulação de marionetas: Pedro Grácio, Rui Pinheiro e Sofia Miguel
Cenografia: criação colectiva
Construção de cenografia: Luana Borges e Rui Varão
Marionetas e adereços: Fábio Superbi e Manu Romeiro (com criação colectiva)
Desenho de luz: Fábio Superbi e Paulo Vaz
Operação de luz e som: Paulo Vaz
Figurinos: Fábio Superbi e Sofia Miguel
Design gráfico: Vânia Cardoso
Co-Produção: Ajidanha e CCR
APOIOS:
MUNICÍPIO DE IDANHA-A-NOVA;
UNIÃO DE FREGUESIAS DE IDANHA-A-NOVA E ALCAFOZES;
Espectáculo apoiado no âmbito do Programa de Apoio à Programação RTCP, da República Portuguesa – Cultura / Direção Geral das Artes para o quadriénio 2022-
2025.
“Obrigado senhor Zé”, estreou a 7 de julho de 2024, no auditório do Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova.
PÚBLICO-ALVO
Geral. Para toda a família
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/6
DURAÇÃO
50 minutos
INTERVENIENTES DA ITINERÂNCIA DO ESPECTÁCULO
3 Intérpretes/manipuladores e 1 técnico