FESTIVAL DE TEATRO DA AJIDANHA 2024
Introdução
Apresenta-se mais uma edição do habitual festival de teatro anual da ajidanha. Um festival que se vai modificando naturalmente ao longo das suas edições, promovendo melhorias no mesmo.
Assim, para início de conversa, a apresentação do programa deste ano, será seguida pela inauguração da exposição “26 momentos ajidanha”. Nesta edição será igualmente oferecido ao público uma diversificação de oito espectáculos de teatro, de companhias oriundas de Portugal, Espanha e Brasil. Haverá igualmente lugar à componente da formação, este ano na área técnica da iluminação. Para finalizar, a exibição do filme “À Procura da Estrela”, um filme em que a ajidanha também apoiou na sua produção. A habitual tertúlia este ano, conta uma vez mais com o apoio da Alma Azul, sendo nesta edição, dedicada ao 50.º aniversário do 25 de abril.
Resta-nos agradecer a toda a equipa ajidanha, que possibilita a realização de mais uma edição do nosso festival e convidamos o público a estar presente e desfrutar da variedade cultural que lhes é proposta. Visitem-nos, no Teatro Estúdio São Veiga, de 5 a 15 de outubro!
Dia 5 de outubro, sábado (21h00m)
APRESENTAÇÃO DO PROGRAMA DO FESTIVAL DE TEATRO AJIDANHA 2024
e EXPOSIÇÃO “26 MOMENTOS AJIDANHA”
Após a apresentação do programa do festival de 2024, será inaugurada a exposição “26 momentos ajidanha”. Na comemoração dos 26 anos da associação, foram escolhidas 26 imagens retractando momentos singulares vividos com a ajidanha. A exposição estará patente no Teatro Estúdio São Veiga, durante o decorrer do festival.
Dia 5 de outubro, sábado (21h30m)
“O DIVÔ, pelo TAM, de Mondim de Basto (Portugal)
SINOPSE:
A partir de um texto de Woody Allen, surge uma comédia sobre relacionamentos e todos os seus laços e nós.
FICHA ARTÍSTICA:
Encenação e Dramaturgia: Tiago Pires
Desenho de Luz: José Carlos
Cenografia: Victor Sousa
Figurinos: Fátima Martins
Caracterização: Carla Lemos
Interpretação: Liliana Rodrigues; Fátima Martins; Rui Reis; Nelson Silva; e Rita Pereira.
Produção: TAM
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 12 ANOS.
Dia 6 de outubro, domingo (17h00m)
“O REI LAUDAMUCO, SENHOR DE NENHURES”, pelo GATERC, de Esposende (Portugal)
SINOPSE
Não há amo sem criado, nem criado sem amo. Laudamuco, Senhor de Nenhures quer ser uma tentativa de análise das estruturas de poder e das suas bases essenciais, feita não só do ponto de vista de quem o detém, mas, sobretudo, de quem o mantém. O seu fiel servo Rouco tenta consolá-lo pela perda iminente do seu reino e da sua vida, interpretando as várias autoridades: Magistrado, Sumo Pontífice e Marechal, que abandonaram o rei à sua sorte. Nesse sentido, o texto aborda como uma das características dessas relações de poder as conotações mítico-religiosas em que está envolvido e os supostos valores morais (fidelidade, espírito de serviço, servilismo, etc.). A mulher do criado procura chamá-lo à razão mas ele não lhe liga. Até que, a pedido do marido, ela tem de participar também neste “teatro” improvisado, feito para que o rei ainda acredite que é rei. Uma denúncia da passividade perante a opressão e a tirania, e da servidão e escravatura moral e ética.
FICHA TÉCNICA
Encenação: Eva Fernandes e Jorge Alonso
Cenário e Figurinos: GATERC
Curadoria musical: Joel Zão
Sonoplastia: José Ferreira
Costureira: Luísa Silva
Produção: GATERC
Elenco: Tiago Cepa, José Neves e Loide Carvalho.
Público Alvo – Geral
Classificação Etária: > 12 anos.
Duração: 68 minutos
Agradecimentos
Valdemar Faria, Domingos Barbosa, Miguel Sousa, Nuno Valente, Junta de Freguesia, Leonor Rosa, Sr. Joaquim Silva, e a todos os familiares do grupo.
Dia 7 de outubro, segunda-feira (18h00m)
Formação Técnica, com Aitor Perez (Espanha)
Programa da formação:
1: ELECTRICIDADE NO TEATRO
1.1 A LEI DE WATT
V=P/I P=V x I I=P/V
1.2 CÁLCULO DA CORRENTE DE UM PROJECTOR
1.3 CÁLCULO DA CORRENTE MÁXIMA DE LINHA
1.4 MAGNETOTÉRMICO, DIFERENCIAL E TERRA
1.5 COMO FUNCIONA UM POLÍMETRO
2: O DIMMER
2.1 CONEXÃO ELÉCTRICA EM TRIFÁSICA
2.2 FORMA CORRECTA DE CONEXÃO
2.3 DISTRIBUIÇÃO INTERNA DE TENSÃO
2.4 DIRECCIONAMIENTO/CANAIS DIMMER
3: OS DISTINCTOS PROJECTORES
3.1 PAR 64
3.2 PC’S
3.3 FRESNEL
3.4 RECORTE
3.5 ASSIMÉTRICO
3.6 HMI
3.7 TIPOS DE LENTES E REFLECTORES
4: CONTROLO
4.1 CONTROLADORES
4.2 COMUNICAÇÃO (DMX512)
4.3 PATCH
4.4 DIFERENÇA ENTRE CH DIMMER E CH MESA
Aitor Perez
(Técnico)
Nasci em Mérida, no dia 6 de outubro de 1977, no antigo hospital, aquele que hoje se chama “A Assembleia de Mérida. Naquele dia não parou de chover”. Concluí os meus estudos de Eletrónica no Instituto de Formação Profissional Emerita Augusta, por cinco anos, para continuar no ramo de robotização e automação por mais dois anos no Instituto Saez de Buruaga. Depois disso peguei meu “makuto” e saí de casa aos 19 anos com a ideia definitiva de conquistar o mundo. Fiquei assim durante oito anos, viajando, principalmente pela Europa e Norte de África, até que, por motivos familiares, voltei para casa para cuidar da minha mãe e do meu irmão mais novo. Mas não voltei sozinho, uma criatura incrível acompanhou-me, para me ajudar e apoiar nessa transição importante e delicada da minha vida. Foi nesse lindo momento que decidimos criar nosso próprio Clã: Os “Airym”. De volta a Mérida tentei muitos empregos, mas infelizmente (ou felizmente) não encontrei o meu lugar entre eles, até que um dia, quase por acidente, descobri o teatro. Pois bem, todos conhecemos o teatro, é ele quem te escolhe. Acendi o meu primeiro holofote em 2006, no incomparável cenário do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, e desde então e até hoje não parei de mergulhar na surpreendente dramaturgia deste mundo fascinante, sombrio e luminoso, triste e feliz. Órfão e família que chamamos de Teatro.
Ilumine, esta é minha tarefa. Iluminar traços, motivos, intrigas, dramas, alegrias… acompanhar sentimentos e intenções com luz para tentar alcançar nada mais que isso, TEATRO! Durante estes 17 anos juntei-me a inúmeras almas; diretores e actores, companhias, produtoras, para contar ao público incansavéis histórias engraçadas, tristes, perturbadoras, fabulosas… incríveis. Entre elas: “Oleana”, com Natalia Sánchez e Fernando Guillen Cuervo; “O mundo da tarântula”, com Pablo Carbonel; “À espera de Godot”, com Pepe Villuela, entre outros; “Uma noite com ela”, com Loles Leão; “Magalhães e Elcano”, com Nuria Cuadrado e Pedro Diogo…… Com companhias como: Coruja Noturna, O Sótão, Ajidanha, Espaço 13……Com produtores como: Focus, Pentacion, Térreo,Ainda para ver, Producciones Perronilla, Camicace…. Em festivais como: Teatro Clássico de Mérida, Teatro Clássico de Almagro, Olite… E também um pouco de cinema, com os filmes: Solilóquio dos Grilos e O Motorista. E com tudo isto não estou nem a meio caminho de tudo o que conheci, abracei e desfrutei deste mundo abismal. Enfim, aqui continuamos e continuaremos. Contribuindo e absorvendo. Continuar a luta por esta arte antiga, profunda e ímpar, que sempre soube entreter-nos e surpreender-nos.
Das 10h00m às 13h00m e das 14h00m às 19h00m
Duração: 8 horas
Classificação etária: > 16 anos
Dia 8 de outubro, terça-feira (21h30m)
“A ILHA DO TESOURO”, pela companhia InHabitants, de Lleida (Catalunha – Espanha)
SINOPSE
Há muitos anos, existiu um perigoso pirata que descobriu o maior dos tesouros… Hoje, só restam alguns membros da tripulação, que procuram desesperadamente alguma pista que os aproxime ao valioso ouro. “A ilha do tesouro” é a história destes piratas e de Jim, um jovem que ajuda a sua mãe a levar uma velha taberna e que se verá envolvido numa aventura cheia de piratas, barcos e ilhas desertas. Nesta viagem, deverá reconhecer o bem e enfrentar o mal. Descobrir o que são realmente os tesouros e atrever-se a perguntar se os malvados têm direiro ao perdão.
O espaço cénico parte de uma estrutura de 6 metros de largura por 5 metros de profundidade e 12 centimetros de altura. Trata-se de un elemento versátil a partir do qual se criam todos os ambientes e cenas do espectáculo. Graças à manipulação dos actores e dos mecanismos incorporados, o público verá uma taberna, barcos, ilhas desertas e grandes tesouros.
Encenação
Esta estrutura junta-se ainda aos outros instrumentos do espectáculo (violino e piano) como uma grande caixa de ressonância que ajuda a criar a música e o ambiente sonoro da peça. Tudo isto realiza-se integralmente em directo. As cores cinza da estrutura complementam os adereços, todos metalizados, para criar uma estética diferente, contemporânea e onde o efeito do espaço luminoso fica reforçado. Além disto, a escala de cinzas e metais da cenografia e os adereços contrastam com as cores claras do vestuário de cada personagem.
FICHA TÉCNICA
Autor original: Robert L. Stevenson
Encenação e adaptação dramatúrgica: José Carlos Garcia.
Desenho e elaboração da cenografia: Joan Pena
Desenho de luz: Marc Espinosa
Desenho e confecção de figurinos: Olga Cuito
Desenho do espaço sonoro: Joan Baró
Assessoria vocal: Anna Borrego
Interpretação: Quim Roca, Erik Varea, Marta Mora, Miquel Rodríguez e Sofia Colominas.
Producção: InHabitants
Distribuição: Julia Beltran e InHabitants
Difusão e redes sociais: Marta M.
Assessoria: Cristina Garcia (Campi Qui Pugui) Ramon Molins (Zum Zum Teatre) Enric Blasi (La Baldufa)
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 8 anos.
(Espectáculo em castelhano)
Duração do espectáculo: 60 minutos.
Dia 9 de outubro, quarta-feira (21h30m)
Cinema: “À PROCURA DA ESTRELA”, um filme de Carlos Martínez-Peñalver Mas
SINOPSE
Xoel, um técnico de som, chega à Serra da Estrela para gravar os sons que estão prestes a desaparecer do pico mais alto de Portugal. À medida que os dias passam, ele vai descobrindo que o turismo tem silenciado os sinais do
passado, tornando assim a sua busca absurda. Até que uma misteriosa melodia o atrai para o topo da montanha e o faz perder-se. A viagem de Xoel tornar-se-á uma frágil analogia do conto que dá o seu nome à região: A lenda do pastor e da estrela.
FICHA TÉCNICA:
Realização e guião: Carlos Martínez-Peñalver Mas
Desenho de produção: Arnau Abella Travesset Dop lucía C. Pan
Som: Paulo Lima
Direcção de arte: Laura Escacha
Montagem: Raúl Capdevila Murillo e Raúl García Ergües
Produção executiva: Carlos Martínez-Peñalver Mas, Nico M. Millán, Elisa Bogalheiro
Notas do realizador:
À procura da estrela é um filme construído sobre um enredo fictício. Um fio subtil que me permitiu atravessar, através de um forte gesto documental, um lugar feito das suas paisagens e dos seus habitantes. A narrativa é um guia para uma experiência fílmica que culmina na exploração imaginária do lugar. A lenda do pastor e da estrela apodera-se do filme da mesma forma que o espaço engole o protagonista. A história e a paisagem coabitam num jogo de espelhos metafórico. Com este filme, apelo ao cinema como pretexto para o sonho, ao sonho como forma de crítica, de posicionamento político, à imaginação como refúgio para a salvação. O filme é um retrato intemporal do espaço e do tempo da Serra da Estrela, um dos muitos paraísos que resistem em todo o mundo num processo de desaparecimento. Para mim, é um filme que vem confrontar a sensação de que a forma como vivemos, resultante do progresso, embora tenha coisas positivas, também tem um preço. Ese preço é certamente uma separação muito grande de algo que sempre esteve presente e que agora parece uma perda.
Neste filme opto por me perder alegoricamente com Xoel, procurando uma estrela nas montanhas, como um acto transgressivo de largar tudo e começar a ser paisagem.
Título internacional: A Shepherd’s Tale
Duração: 77 MIN
Dia 10 de outubro, quinta-feira (18h00m)
Tertúlia: “50.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL”, com a colaboração da ALMA AZUL
CRAVO, de Maria Velho da Costa, dará o mote para a Sessão Literária dinamizada pela Alma Azul, que evocará os 50 Anos do 25 de Abril de 1974. Com textos de José Afonso, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena, Natália Correia, António Ramos Rosa, Alexandre O’Neill e Maria Teresa Horta. Leituras Partilhadas e uma Conversa Comunitária sobre Memórias da Revolução e do Teatro antes e após a Revolução de Abril de 1974.
Dia 11 de outubro, sexta-feira (21h30m)
“NARRATIVAS ENCONTRADAS NUMA GARRAFA PET NA BEIRA DA MARÉ”, pelo grupo São Gens de Teatro, Jaboatão dos Guararapes (PE) Brasil
“… Me enlaço nas tuas varas de mangue, e entrelaço um colar de búzios pros pirraias de pouca idade. Piso nas cascas de marisco e me arrisco a riscar um sol no chão com uma casca de ostra, pra parar de chover e meu bote ir pro mar.”
(Trecho da dramaturgia)
SINOPSE
O espetáculo “Narrativas encontradas numa garrafa pet na beira da maré” tem como espaço cênico e conceitual o universo do mangue, das palafitas, da maré e a diversidade dos sujeitos e suas narrativas. Uma dramaturgia criada a partir da vivência do dramaturgo anderson leite na comunidade ribeirinha da Ponte do Pina – Recife/PE, onde, o autor e sua família encontram a subsistência de sua rede familiar através da pesca artesanal de marisco e sururu. Embebido das narrativas que atravessam o autor, os seus e os que partilham daquele espaço para morada e/ou sustento, o dramaturgo e encenador dá vida a umamontagem que visa discutir temas de suma importância para asociedade contemporânea, tais como: homofobia, estupro, assédio, machismo, violência policial, racismo e vulnerabilidade social. Deste modo, o espetáculo coloca em evidência o espaço urbano da cidade do Recife e sua relaçãocom as margens, e visa discutir os problemas inerentes ao fluxo contínuo de uma favela, revelando suas poeticidades e mazelas cotidianas.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e encenação – ANDERSON LEITE .
Elenco – ANDERSON LEITE, ANDRÉ LOURENÇO, FAGNER FÊNIX, HBLYNDA MORAIS E MONIQUE SAMPAIO.
Direção musical – ARNALDO DO MONTE .
Figurino – ANDRÉ LOURENÇO .
Cenário e iluminação – ANDERSON LEITE
Operação de som e luz – CRISTIANO PRIMO E GRUPO.
Adereços – ANDERSON LEITE e ANDRÉ LOURENÇO .
Produtora cultural – HBLYNDA MORAIS
Realização – GRUPO SÃO GENS DE TEATRO
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 16 anos
JUSTIFICATIVA
A presente montagem nasce de uma investigação do grupo São Gens de Teatro, acerca de um conjunto de abordagens vivenciadas pelo grupo em seu repertório cênico, e, tem como fio condutor um trabalho calcado na pesquisa e experimentação no que concerne o fazer teatral, sendo a poética das populações marginalizadas a base de pesquisa do grupo. Dentro desse contexto nasce o espetáculo “Narrativas encontradas numa garrafa pet na beira da maré”, fruto da pesquisa continuada poética à margem, que o grupo nutre há mais de 13 anos. O espetáculo tem como espaço cênico e conceitual o universo do mangue, das palafitas, da maré e a diversidade dos sujeitos e suas narrativas. Uma dramaturgia criada a partir da vivência do dramaturgo Anderson Leite na comunidade ribeirinha da Ponte do Pina – Recife/PE, onde, o autor e sua família encontram a subsistência de sua rede famíliar através da pesca artesanal de marisco e sururu. Embebido das narrativas que atravessam o autor, os seus e os que partilham daquele espaço para morada e/ou sustento, o dramaturgo e encenador dá vida a uma montagem que visa discutir temas de suma importância para a sociedade contemporânea, tais como: homofobia, estupro, assédio, machismo, violência policial, racismo e vulnerabilidade social. Deste modo, o espetáculo coloca em evidênciao espaço urbano da cidade do Recife e sua relação com as margens, evisa discutir os problemas inerentes ao fluxo contínuo de uma favela, revelando suas poeticidades e mazelas cotidiana.
Dados sobre o espectáculo:
+ 30 apresentações realizadas;
+ 10.000 pessoas prestigiaram o espetáculo;
2 circulações nacionais;
Participação no palco giratório 2023 – circuito nacional rede SESC de intercâmbio e difusão de artes cênicas.
Passou pelos estados da BAHIA(BA); CEARÁ (CE); RIO DE JANEIRO (RJ) E SÃO PAULO (SP);
Em Pernambuco passou pelas cidades do Recife, Vitória de Santo Antão; Caruaru e Serra Talhada;
Participou de 7 festivais/mostras de teatro nacionais;
Realizou uma longa temporada no SESC Av. Paulista em São Paulo (SP) em 2022.
Recebeu o prêmio MOSTEV XXIV nas categorias de: melhor ator revelação; melhor cenografia; melhor direção e melhor espetáculo adulto. Sendo indicado nas categorias de melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor sonoplastia e melhor iluminação.
Dia 12 de outubro, sábado (21h30m)
“LUZ”, pelo TAP – Teatro Amador de Pombal (Portugal)
SINOPSE
“Luz” aborda a violência física e psicológica perante a sociedade que categoriza o bem e o mal, de forma a distanciar um do outro. No entanto, todos somos bons e maus, monstros e vítimas, luz e sombra. Quantos mais casos de violência são conhecidos, menos impacto parecem ter. O egoísmo distrai-nos e leva-nos ao silêncio em relação ao que se passa à nossa volta. A banalização destes casos, pela Comunicação Social, torna-nos dormentes. O nosso silêncio é permissivo e, assim, compactuamos com os que cometem atrocidades. O silêncio também é agressão.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto: Criação coletiva
Encenação: Gabriel Bonifácio
Elenco: Catarina Ribeiro, Dália Luís, Humberto Pinto, Joana Ferreira, Patrícia Rolo e Paulo Rodrigues
Cenografia: João Alegrete Figurinos: Ana Gameiro
Sonoplastia: Pedro Almeida
Desenho de luz e Operação: João Alegrete
Vídeo e multimédia: Carlos Calika
Participação especial (vídeo): Gonçalo Santos
Fotografia: Gustavo Medeiros e Frederico Martins Cartaz: Frederico Martins
Produção: Teatro Amador de Pombal
Agradecimentos: Atelier à Medida, Kari Guergous e Luís Catarro
Apoios: Município de Pombal e Junta de Freguesia de Pombal
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 16 anos
Dia 13 de outubro, domingo (17h00m)
“DE TRIPAS CORAZÓN”, de María José Stefanía, pelo Garnacha Teatro, de CALAMONTE (ESPANHA)
SINOPSE
“De tripas corazón” é uma inquietante e divertida comédia negra de María José Stefanía (prémio Raúl Moreno de Textos Teatrales FATEX 2020), que aborda a partilha dos restos mortais de Teresa de Cepeda e Ahumada, mais conhecida como Santa Teresa de Jesús. A pouca mística e toda a humanidade, devota e cruel, mostrarão as Irmãs de Teresa, tentando evitar o desmembramento do seu cadáver e os personagens da Abadessa, Cirurgião e Comerciante, que encarnarão toda a inveja de que somos capazes. Uma montagem dinâmica, atractiva e muito divertida, ambientada no convento de Alba de Tormes, três anos depois da morte da Santa, para que o público desfrute, comungue e eleve a alma com esta forma sagrada de cultura, que andamos tão necessitados ultimamente, apesar de às vezes, não termos mais remédio que fazer das tripas coração.
(Espectáculo em castelhano)
FICHA ARTÍSTICA
Elenco:
SOR FRANCISCA Ma José Izquierdo
SOR MARI CRUZ Ana Caballero
SOR CÁNDIDA Nina Talero
ABADESSA Reyes Picazo
CIRURGIÃO Clemente García
COMERCIANTE Emilio Muñoz-Torrero
COMEDIANTE Rosi Fernández
Técnico de Iluminação: Anselmo García / Abel Barroso
Técnico de Som: Ciani Fernández
Maquilhagem e caracterização: Ma Paz Díaz
Figurinos: Ma José Izquierdo y Reyes Picazo
Cenografia: Pepe Martínez
Encenação: Jesús Manchón
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 12 anos
Dia 14 de outubro, segunda-feira (21h30m)
“BANG BANG y somos história”, de Gervasoni & Van Brook, pelo COMIK Teatro, de Lanzarote (Canárias – Espanha)
Dirigida por Germán Barrios, com assistência artística de Martín Gervasoni
SINOPSE
…Três sujeitos invadem um teatro, fazendo o público refém. Você pode ser um deles…
A engenhosa encenação de “Bang Bang! e somos história” coloca o assalto de um teatro, no mesmo instante em que decorre um espectáculo. O trio de delinquentes, com pistolas na mão, explica aos reféns (o público) as suas razões para semelhante acção, começando assim uma história tão hilariante, como inteligente. Depois da convincente entrada, tudo prevalece na acção montada pelo trio, enquanto a comédia fica cada vez melhor ao público. Graças à ironía e ao humor negro, que lhe deram os autores, passa a ser um espectáculo de humor incomum, com ritmo e um olhar crítico. Resumindo, um espectáculo vivo, moderno e com muito humor, como o definiram as críticas recebidas. Com uma curiosa mistura de Tarantino, “Three Stooges” e os Blues Brothers, a peça estreou no ano de 1998 na Argentina, colhendo um grande êxito no público e ganhando o Prémio A.C.E. ao Melhor Espectáculo de Humor, em competição com os mesmos Les Luthiers.
BANG BANG! é um êxito que estreou em Buenos Aires, Montevídeo, Caracas, Madrid, entre outras grandes cidades de fala hispânica, e que agora se estreia em Lanzarote, contando com os actores canários Aytami Mesa, Alby Robayna, Germán Barrios, Salvador Correa e Manuel Gil. Uma encenação dirigida por Germán Barrios e que também conta com a acessoria artística do co-autor, actor e encenador teatral Martín Gervasoni. Mas se tudo isto vos parece pouco, também tem o seu momento nesta louca comédia, o actor e humorista Kike Pérez, que se interpreta a si mesmo, com a intenção de conseguir mais audiência, se couber nas suas redes sociais.
Cada um dos actores tem uma personagem criada com todos os elementos possíveis e impossíveis, mistura da Commedia dell’Arte e o estilo de aqui e agora que impõem uns colossos da comicidade nacional, a quem aplaudimos muitas vezes, mas que aqui brindan um espectáculo de imparável crescimento até ao grande epílogo final, e uma sobremesa, quando todos agradecem os aplausos marcando uma coreografia hilariante.
Depois do roubo à mão armada, um plano revolucionário muito festejado pelos espectadores: acabar no Madison Square Garden de Nueva York para sequestrar os líderes Mundiais, metê-los num “barquito” e deixá-los afundar no oceano. Tamanho projecto, terá as suas dificuldades, os três irmãos – directos herdeiros de Three Stooges e Os Irmãos Marx -, consolidão as suas ambições maltratando o ambicioso actor monologuista até que resultam surpreendidos por um agente da polícia. A maré vai de paródia em paródia, e aparece um toque brilhante de Tarantino com o humor canário mais simples.
A galeria de efeitos tem uma duração precisa, com o cuidado de que não se abusa com repetições desgastantes, nem se cai na situação forçada de fazer intervenir os espectadores. Chegam até aqui, e em seguida, por algum motivo especial, seguem outra linha de acção. A hora e picos de duração do espectáculo, constitui uma montanha russa de obstáculos que faz o espectador rir cada vez mais e mais. O aparente caos está perfeitamente organizado e a quantidade de engenhosos gags, transformam num deleite, que atinge a intervenção entusiástica do público. Em suma, um espectáculo diferente, que não participa da melancolia geral, que aposta na alegria e que constitui um desafio à decadência. Imprescindível vê-lo.
FICHA TÉCNICA
Elenco
Germán Barrios (Sonny)
Alby Robayna (Billie)
Manuel Gil (Joe)
Aytami Mesa (O Actor)
Salvador Correa (O Sargento)
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Título: Bang Bang! y somos historia
Autores: Gervasoni e Van Broock
Direcção cénica: Germán Barrios
Assistência artística: Martín Gervasoni
Elenco:
Germán Barrios (Sonny)
Alby Robayna (Billie)
Manuel Gil (Joe)
Aytami Mesa (El Actor)
Salvador Correa (El Sargento)
Voz Off: Ruyman Bautista
E a colaboração de Ezequiel Rivero
Figurinos: Bang Bang Producciones SL
Desenho de luz: Producción Ficticia SL
Técnica de Luz: Shelma
Técnico de Som: Samuel
Fotografia: Alejandro Acuña
Desenho gráfico: Alby Robayna
Edição de vídeo: Francisco Hernández
Música: Eskorzo – www.eskorzo.com
Duração: 80 min. aprox.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: > 8 anos
(Espectáculo em castelhano)