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Festival de teatro ajidanha 2017: “Era a Ilha”, Teatro Experimental da Camacha (Madeira)

O Teatro Experimental da Casa do Povo da Camacha, apresentará dia 9 de setembro, pelas 21h30m no Centro Cultural Raiano, o espectácuo “Era a ilha”, no âmbito do Festival de Teatro da ajidanha 2017.

ERA A ILHA…

Uma hilariante viagem pela história, sabores e tradições da maravilhosa Pérola do Atlântico.

De um palco vazio surge a Pérola do Atlântico em todo o seu esplendor. Todos os que embarcarem nesta viagem levarão consigo um pequeno mapa com instruções que servirá para acompanhar os atores numa breve, mas empolgante caminhada pelos trilhos da Ilha do Atlântico. Irão aparecer as gentes afáveis dos vilarejos rústicos com um linguajar quase imperceptível que lhes irão contar as lendas do aparecimento da Ilha da Madeira e de São Silvestre… os viajantes irão dar por si rodeados pelos bonecos do “brinquinho”, quais enólogos do vinho Madeira – com distribuição de amostras de
BLANDY’S MADEIRA durante o espetáculo – vinho apreciado por personalidades mundiais como William Shakespeare, George Washington, Winston Churchill e pelo Napoleão Bonaparte. O Mel de Cana vêr-se-à envolvido num cruel despique entre os produtos da Fábrica do Ribeiro Seco para ver quem melhor define as suas
características. Por causa da carne de vinha d’alhos, terão que assistir à luta entre três “vilhoas” por um porquinho, numa representação de teatro de paróquia e com a salomónica decisão a vir do público. Chegada à “Festa”, os sabores tradicionais irão fluir, com os licores caseiros, servidos – imagine-se – durante a missa do parto onde o famoso cântico “Virgem do Parto” será entoado por todos. E culminará com o brinde aos últimos segundos do ano velho na passagem para o Ano novo. Enfim… uma grande travessia pela Pérola do Atlântico em que o disparate, o sarcasmo e o humor lutam com os contos, sabores e tradições da Ilha do Atlântico!

TEXTO…
“(…) Sálvia – Mas hoje estamos aqui para vos contar umas lendas … (Sai)
Acácia – Uns contos …(Sai)
Gerbera – Umas histórias da nossa ilha. – Bilhardices da Madeira – Mas antes de começarmos a nossa récita,… o nosso teatro, eu vou chamar as minhas amigas pra beber um copinho de vinho Madeira… (Gerbera vai atrás de uma perna deixa a sua planta e traz uma garrafa e um copo, enche e bebe.)
Gerbera – Acácia… Acácia… (chama baixinho enche o copo e como Acácia não responde bebe) – Sálvia… Sálvia… (chama baixinho enche o copo e como Sálvia não responde bebe)! Este vinho do Blandy’s é seco, meio seco, meio doce ou doce? (…)
… in Era a Ilha

FICHA TÉCNICA…
Encenação: Zé Ferreira
Autor: Vários autores
Voz Off: Márcio Amaro
Iluminação: António Martins (To)
Operação de luz e Sonoplastia: José Nóbrega
Figurinos e Adereços: Zé Ferreira
Execução de Guarda Roupa: Mª José Freitas
Contra-regra: Edite Silveira
Desenho Gráfico: Natércia Teixeira
Vídeo: Rui Rodrigues
Produção: Carina Teixeira e Zé Ferreira
Duração: 70 minutos
Classificação: M/12

FICHA ARTÍSTICA…

Interpretação: Paulo Renato, Filipa Mota, Natercia Teixeira e Carina Teixeira

HISTORIAL …

O TEC nasceu há 30 anos, uma iniciativa da Casa do Povo da Camacha e de Basilissa Fernandes, integrado no plano de atividades desta instituição para o Verão de 1987 e desde o seu início foi apoiado pelo INATEL. O seu primeiro trabalho é apresentado em 1988, intitulado A aula dos burros. Organiza o I Ciclo de Teatro Madeirense, em 1989, e a primeira Revista surge em 1991, integrada no III Festival de Arte Camachense. São vários os trabalhos que merecem destaque: António Marinheiro, de Bernardo Santareno, O Homem do Saco, O Rapaz de Bronze, Dona Pomposa e a Revolta dos Bonecos, O Dia Seguinte, Corpo e Alma, que representou a Madeira no 8º Ciclo Nacional de Teatro Amador; a Promessa, de Bernardo Santareno, que foi alvo dos mais encómios, tendo recebido Menção Honrosa no ERGTEATRO/94, a par da peça denominada Pátria, de Ilda Teixeira, que arrebatou o 1º lugar no Concurso de Juventude e Defesa Nacional, realizado em Évora, em 1996. Mar, de Miguel Torga e Breakfast International, de António Vieira Campos, os Caprichos Marinhos, apresentados na Expo’98 a adaptação da Cinderela, de Andy Tennant, o espetáculo infantil A Bruxinha que era boa, de Maria Clara Machado, O Conde Barão, da autoria de Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos, Um Homem entre Mulheres, baseado na obra de Garcia Lorca, A Casa de Bernarda Alba e Lina e o Escuro (peça infantil). De 2003 a 2016, participou com representações de Revista à Portuguesa no Festival de Arte Camachense e criou o projeto “DIVAS”. Em 2010 apresentou Os Punhais e A Serrar é que a gente se entende e criou o FESTIVAL AMO-TEatro, uma amostra de teatro que contará este ano com a sua oitava edição, que recebeu Voto de Louvor pela Câmara Municipal de Santa Cruz em 2014 e 2015. Este festival tem levado ao palco os grupos de teatro da região, profissionais e amadores, dando relevo ao trabalho dos grupos da Madeira, e trazendo do Continente e Estrangeiro diversos grupos profissionais, como os Inestética, A Casa da Esquina, os Marimbondo, o GETAS, a Comuna, Maria Rueff, Valéria de Carvalho, Palmilha Dentada, Teatro de Marionetas de Mandrágora, Teatro do Eléctrico, Palhaço Panai, Palhaço Enano, entre outros. Em 2011 produziu A Quinta Mistério adaptação de Zé Ferreira do jogo “Cluedo”, Cruz Credo, qu’ela tem o diabo no corpo!, uma adaptação d’O Crime da Aldeia Velha”, de Bernardo Santareno, e O Rouxinol, uma peça infantil de Hans Christian Andersen. Em 2012 levou a cena The Living Picture, de André Domicciano, e a parceria com o Grupo Folclórico da Casa do Povo da Camacha Vuiva o Bruinco da Serra!, uma adaptação de textos de Ernesto Leal. Em 2013 produziu as peças infanto-juvenis Rafa e a Silverfich de Nanna de Castro e Ronron e Madame Pompom, de Ivana Andrés e Tonho d’Alice. Em 2014 tiveram destaque as Cenas Curtas, compilação de quatro curtas teatrais e em 2014/2016 Histórias do Realejo – Foge que vem aí o chinelo! de André Faxas, Alvoroço no Galinheiro. Ainda em 2016 apresenta a revista “Futebol Club – A Folia do Jogo da Bola no rescaldo do Euro 2016”. Em Fevereiro de 2017 estreia a comédia “Era a ilha…”.
São tantas e versáteis as representações que têm marcado a história deste grupo e que mantêm viva a sua alma artística.

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