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Festival de teatro ajidanha 2017: “O Lobo Vermelho”, Teatro Experimental Lagos

No dia 17 de setembro, no salão da Junta de Freguesia de São Miguel D’ Acha, pelas 17h00m, o Teatro Experimental de Lagos apresenta o espectáculo “O Lobo Vermelho”. Espectáculo no âmbito da programação do Festival de Teatro Ajidanha 2017.

O LOBO VERMELHO
TEATRO, MÚSICA, NARRAÇÃO ORAL

Uma serra algarvia.
Um piquenique.
Três amigos.
Algumas memórias.
E os objetos que lembram coisas.
Sem querer, o piquenique deixa de ser um piquenique
e vai-se transformando numa floresta,
numa casa da avó,
num trilho,
conduzindo o público pela história tradicional do capuchinho vermelho
e por interpretações diversas que a própria história possa ter.

Um espetáculo de narração oral, música e teatro, onde a história do capuchinho vermelho é vista e revista de todos os pontos de vista possíveis e imaginários, desenvolvendo laços inusitados com a cultura algarvia, com os seus costumes e os seus medos. Percorrendo as várias versões da história, os narradores acabam por inventar novas versões num disparate hilariante e inesperado.
Dirige-se à infância, mas também a famílias, compreendendo leituras divertidas em torno do simbolismo do conto. A história do Capuchinho Vermelho, contada nos serões de casa, nunca mais vai ser a mesma.

Duração: 60 minutos
Classificação etária: > 3 anos

Ficha técnica
Conceção e recolha de textos: Bruno Batista
Criação: Bruno Batista e Nelda Magalhães
Elenco: Bruno Batista, Carlos Norton e Nelda Magalhães
Composição e interpretação musical: Carlos Norton
Cenografia: Bruno Batista e Nelda Magalhães
Desenho de Figurinos: Nelda Magalhães
Confeção de Figurinos: Carmelita Reis
Assistência de palco: Silménia Magalhães
Assistência de produção / Operação de luz: Joana Duarte
Desenho Luz: Aníbal Bernardo
Fotografia: Fátima Vargas
Multimédia: Tiago Inácio
Design Gráfico: Dileydi Florez
Produção: Teatro Experimental de Lagos
Produtor: Associação Teatro Experimental de Lagos.

Público-alvo
Público escolar (pré-escolar, 1º e 2º ciclo) e público em geral – famílias.

Conceito
Lobo Vermelho é um espetáculo de narração oral onde a improvisação e a performance criativa andam de mãos dadas, permitindo jogar com significados e símbolos presentes nas histórias e na vida através da observação do mesmo acontecimento de várias perspetivas. A música torna-se uma aliada valiosa na criação de situações, de memórias sonoras e de estados de espírito.
Partindo do estudo dos contos de fadas e da iconografia presente nas ilustrações que acompanham ao longo dos tempos os textos clássicos de Perrault e irmãos Grimm, bem como as reinterpretações que autores contemporâneos têm desenvolvido sobre o tema, refletimos sobre os medos e sobre as ideias preconcebidas presentes naquilo que o ser humano desconhece. Confrontamos assim o real com esse imaginário apresentando o lobo imaginário das histórias e colocando-o em confronto com o lobo ibérico, o animal real, ameaçado pelo avanço da sociedade que tem vindo a destruir o seu habitat e a sua existência.
O cenário inspirado nos livros pop up apresenta-se de forma surpreendente criando ambientes inesperados onde as personagens se vão perdendo e encontrando, numa multiplicação de papéis onde se questiona o papel do feminino na sociedade e o papel do masculino como ameaça à emancipação feminina.
Seguindo esta linha de análise, debruçamo-nos sobre a semiologia das personagens e encontramos o facto de o lobo ser constantemente abordado nos contos como uma “ameaça” ao equilíbrio social. Esta leitura é feita desta forma em várias culturas, o que se deve, sobretudo, à forma inteligente e organizada que o animal canídeo possui de ser marginal, de conseguir subsistir em condições adversas e possuir o dom natural da adaptabilidade ao meio circundante. No Algarve, o lobo (no caso peninsular, o lobo ibérico) desaparece entre as décadas de 30 e 50 do século XX, coincidindo curiosamente com a instalação do sector turístico na região. Assim, o lobo ibérico passa de ameaça a vítima, assim como nos dias de hoje sofre o lince ibérico, escondido nas serras do Algarve, lutando pela sua sobrevivência de ex-predador e recente presa.

A crítica
O que diz o público…

“Mto bom! Uma “desmonta-gem” perfeita do conto, que põe os miúdos e os graúdos a re-fletir sobre esta coisa dos “bons e dos maus”! O final, então, está espetacular! Absolutamente recomendável!”

“Mais uma vez, os meus parabéns. Às vezes assistimos a espetáculos que gostamos, mas pensamos para nós próprios que aquela ou a outra cena poderia estar melhor, aquela expressão, aquele tom, aquele gesto. No sábado, não tive uma única coisa a apontar, uma coisa que alterasse, ou que não tivesse gostado. Foi mesmo muito bom e não tenho uma única crítica a fazer.”

“PARABÉNS mais uma vez, não me canso de vos dar os parabéns pois adorei e tive uma tarde ótima. Até tive pena quando acabou.”

“A peça está mesmo muuuuuuito boa! Espetacular!!! Muitos parabéns!”

“Adorei, ainda não deu para falar com os meus alunos mas 2ª feira vamos ter muito que construir e reconstruir. Bons espetáculos!”

“Forma muito criativa como a história foi criada, com muitas re-interpretações dentro dela própria. E o cenário, uau. Super simples, mas muito interactivo e imprevisível criando ambi-entes super distintos provenientes de um elemento comum. Com direito a música criada de raiz!”

Os atores

Criação | Interpretação | Narração
Bruno Batista
Nascido em Lisboa em 1979, é licenciado em Animação Cultural e Educação Comunitária. Frequentou vários workshops nas áreas de expressão dramática, teatro e animação com Varela Silva, Estrela Novais, José Abreu, Filipe Crawford, Rui Sérgio, Helena Flor Dias, Vera Keel, Marco António Del Carlo, entre outros.
Desenvolveu trabalho de produção e interpretação teatral na Associação Cultural de Lagoa – Ideias do Levante. Participou em várias produções teatrais no Algarve e no teatro da Trindade, em Lisboa, trabalhando com encenadores como Figueira Cid, Rita Wengorovius, Rui Mendes e Rui Sérgio e Fernando Gomes. Encontra-se atualmente a trabalhar com a Companhia Rituais Dell Arte entrando nos Musicais infantis Cinderela e Bela Adormecida.
É formador certificado e contador de histórias desde 2003 com sessões para crianças e adultos em bibliotecas, feiras do livro, escolas e encontros por todo o país.

Criação | Interpretação | Narração
Nelda Magalhães
É natural de Lagos. Atriz e mediadora de leitura, reparte-se entre projetos artísticos e pedagógicos. Coordena projetos artísticos com o Teatro Experimental de Lagos, escreve para teatro e é formadora em expressão dramática.
É licenciada em Comunicação Cultural, pela Universidade Católica Portuguesa. Centrada na pesquisa do comportamento cultural e interação corpo/espaço, desenvolve a sua pesquisa artística com Helena Flor Dias e Maria João Alcobia (Dança Amalgama). Colabora com Per Spildra Borg (Cia. Stella Polaris), Vilo Docolomansky (FARMA – Cia.Teatro de Praga), Regina Goerger (Dança Butôh). Desde 2003 dedica-se à educação artística, com projetos dirigidos a crianças e jovens. Encena espetáculos de rua de sua autoria com jovens. É membro da Direção do Teatro Experimental de Lagos, na qual desempenha as funções de Coordenação pedagógica e Direção Artística.
É contadora de histórias. Desenvolve serviços educativos de exposições de artes visuais e projetos de promoção do livro e da leitura nas Bibliotecas e museus do Algarve.
Colabora atualmente como escritora e coordenadora pedagógica com a Academia de Música de Lagos no projeto “Tales from the Sea”.

Composição | interpretação musical
Carlos Norton
Músico desde 1989 conta com largas centenas de concertos tendo passado por duas dezenas de bandas de variados géneros musicais. Para além de músico multi-instrumentista é compositor, autor de di-versas bandas sonoras para cinema. Realizou vários telediscos que integraram e venceram prémios em festivais nacionais de curtas. Co-mo ator, fez parte do elenco da Porta 21 de João Marco. Em 2011 cri-ou e apresentou a performance “De Luz Apagada”, inserida no TELL – Teatro às Escuras.
Na rádio desde 2005 (RUA FM) já realizou e produziu inúmeros pro-gramas e rubricas, foi locutor e animador. De 2011 a 2014 foi sono-plasta da rádio.
Idealizou e produziu as coletâneas discográficas Sul Azul (2011), DEZ (2012) e Porta Aberta (2013), três tra-balhos que destacaram a música e as bandas algarvias.
Fez sonoplastia para teatro e espetáculos de mimo. Foi organizador e programador musical do EcoFest – Festival de Música e Ambiente de Odeceixe.
Atualmente encontra-se em residência artística no LAC (Laboratório de Artes Criativas, Lagos) onde desen-volve o ESSE – Ensaios de Som e Sonoplastia Experimental.

Sobre o Teatro Experimental de Lagos
O TEL – Teatro Experimental de Lagos – é uma associação cultural sem fins lucrativos dedicada à criação e difusão das artes performativas, numa perspetiva de fruição direta com a comunidade, na descentralização das artes, sobretudo no Sudoeste Algarvio. Criada em 1972, formalizada como associação cultural desde 1987, é uma das associações culturais mais antigas do Algarve. Alberga uma pluralidade de linguagens artís-ticas dentro dos seus projetos (Teatro, dança, música, performance).
Apresentou a sua primeira peça num teatro ambulante, pela ausência de palcos no concelho de Lagos. O seu trabalho criativo passa por palcos, espaços não-convencionais e rua. Trabalhou textos de autores por-tugueses e estrangeiros, como Federico Garcia Lorca, Fernando Pessoa, Jean Cocteau, José Régio, Miguel Torga, Sophia de Melo Breyner Andresen, Spiro Scimone, Woody Allen, Sarah Kane, entre outros. Alimenta uma linha de autoria de artistas residentes nas suas criações mais recentes.
Com uma estratégia de criação de públicos a partir da pedagogia artística, dedica-se a projetos de formação e intervenção cultural nas escolas e na comunidade, de forma que as artes façam parte do quotidiano das crianças e jovens do concelho de Lagos. Tem protocolado projetos educativos com o Agrupamento de Esco-las Júlio Dantas. Ao nível da formação, desenvolve Cursos Anuais, com atividades de Teatro e Dança para crianças, jovens e adultos, e promove oficinas e workshops técnicos de diversas áreas artísticas.
O TEL é uma referência na paisagem cultural de Lagos, pelo seu percurso e ação direta com a comunidade.

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